" Da liberdade - Do livre Arbítrio "


“Do direito à liberdade e o livre arbítrio”

     Jus. (do latin. Jus. S.m.) = Direito.
     Direito (do latin.directu.adj.) = aquilo que é justo, reto e conforme à lei.
     Justiça (do latin justitia, S.f.) = Conformidade com o direito; a virtude de dar a cada um aquilo que é seu; a faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.

     A liberdade

     *Líber (do lat.liber. Adj., “livre” do verbo liberar) – O que pode dispor de sua pessoa; que não está sujeito a algum senhor ( por oposição a servil, escravo)

     Liberar (do lat.liberare.V.) - Tornar livre ou quite, isentar, desobrigar, de uma obrigação de dívida.

     "Jó" em seu lamento, reafirma o conhecimento de sua condição, "escravidão", no pecado, e na dor, e que somente seria livre, na sua não existência, ou, se não houvesse visto a luz; afirma:

     “... Ali está assim o pequeno como o grande, e o servo livre de seu Senhor...”
(Jó.3:19)

     Liberdade  (do lat. Libertate.S.f.) – É a faculdade de praticar tudo quanto “ não é proibido em lei “ .
          
     A supressão ou ausência de toda a opressão considerada anormal, ilegítima, imoral.
     Refere-se às ações do homem por determinação própria, limitando-o, entretanto, à condições impostas por normas definidas, regras, preceitos ou leis.
     No conceito, acima, liberdade está em oposição a libertinagem.
          
      “... agora pois, "Se" diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes “a minha aliança “ então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos: por que toda a terra é minha, ..."

(Êx.19:5-6)

     “... e Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
     Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: sereis livres?
     Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado.
     O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre.
     "Se", pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres... “
(Jo.8:32-36)
 
     Assim, é que, outrora, à inserção da condicional "Se" era depósito e essencia da lei, como método do relacionamento divino e razão fundamental de que esta jamais aperfeiçoaria cousa alguma; agora, sob a graça, é livremente concedida; no escravo resta a chance inversa ao pecado e a dor, "à liberdade, contida no reconhecimento", a "Salvação e a cura"; no filho não, sua condição é eterna, resta, apenas a herança, ao herdeiro.
                 
      “A liberdade, apontada por nosso Senhor, residia ou reside, ainda, na vontade,  submissão e  conhecimento do seu poder; e, não na vontade soberana do nosso conhecimento”.
 
     O livre arbítrio

     Arbitrário (do lat.arbitrariu. Adj.) –  o que independe  da lei ou regra e só resulta do arbítrio.
     *Arbítrio (do lat.arbitriu S.m.) – resolução que depende só da vontade.

     O livre arbítrio,  refere-se às ações do homem,  não importando à sua natureza, "boa ou má" (liberdade de indiferença); referem-se à conduta e à vontade humanas.

     E, pretende significar que o homem é dotado do poder de, em determinadas circunstâncias, agir sem motivos ou finalidade diferentes da própria ação ( poder centrado em si – Soberania ).

     Em suma, livre* de qualquer peia moral* (*embaraço, impedimento, estorvo, ou empecilho) - libertino, desregrado, licencioso.

     Licencioso – que usa de excessiva licença; indisciplinado, desregrado, sensual, libidinoso.

     No grego o vocabulo para pecado, na passagem acima, (Jo.8:32-36), é amonia, a = negação  e  monos = lei, ou seja: sem lei, desprovido de lei.

     Assim, é que o conceito de liberdade, residente, também conota:
     
     "Liber (o livre) ou Liber Pater", divindade na Roma antiga, cujo culto e funções foram associadas ao "deus Baco", onde, seu equivalente Grego "Dionisio" viera compartilhar da "Mitologia".
      "Liber", o deus da viticultura e do vinho, fertilidade e liberdade, cuja festa "Liberalia" - (17 de março) e Cerealia (12/19 de abril) tinham o nome de suas companheiras (Libera e Ceres), e, quando acoplado à "Pater" - (Pai Livre), tomava a personificação divina da liberdade e defesa dos direitos de atendimento em oposição a servidão dependente.      
     O vinho produzido sob o seu patrocinio, "Liber" , era seu dom para a humanidade e, portanto apto para o uso profano.
     "Liber" , também, personificava poder de procriação do sexo masculino, o qual foi ejaculado como a "Semente Suave"  de esperma humano e animal.
     Em seus templos (Lavinium) veneravam a imagem de um falo; em relato, santo Agostinho afirma: o menbro desonroso foi colocado em um carrinho pequeno e levado em procissões ao redor de locais, santuários e encruzilhadas, em seguida, para o forum local para sua coroação por uma matrona honrada.
   
     Importa observar, quanto ao conceito e definição de liberdade, obstante à condicional imposta, o estar inserido em lei à restrição da sua representatividade; o não estar inserido nesta ultima, de igual modo, entretanto, não formaliza sua legitimidade; vez, a existência da iniquidade, que, embora, perdoada, não atribuida, oculta ou encoberta, inere caracterização ao erro, expressamente proibido ou não, consequentemente o afastamento do bem.
      Em suma, nossa visão, interpretação e conhecimento, é extremamente prejudicada à vista da obstinação.
 
      Assim,

     Livre arbítrio - *Líber – *Arbitriu
     “Pessoa que pode dispor em si e na sua própria vontade.”


“...Ninguém, culpado, será tido por inocente...”

(Ex.34:7; Num.14:18; Na.1:3)

     Importante se faz notar que Moisés em sua oração, na passagem da glória do Senhor por ele, faz menção ao conhecimento de que Deus perdoa a iniqüidade, a transgreção e o pecado, não inocentando, entretanto o culpado; reafirmando a assertiva ao próprio Senhor em seu diálogo -Num.14:18, corroborado pelo profeta Naum no Capítulo 1:3, de que, jamais inocenta o culpado.

     Nosso Senhor reafirma tal condição em sua relação com a lei, no cap. 5 do Vs. 18 do livro de Mateus, não revogando a lei ou os profetas; obstante a graça (condição para salvação), informa-nos de que todo o procedimento tem sido confrontado com a lei, pois, o céu e a terra ainda não passaram, porquanto, o "i" ou o "til", também, haverá de passar ao crivo da lei.
     Assim, é que na relação da culpa, nosso Senhor confirma o registro de Gn.4:8-10, onde Abel obteve o testemunho de ser justo, quanto às suas ofertas, e, onde mesmo depois de morto, ainda fala (Hb.11:4); e ao “sangue da aspersão” ao qual fala cousas superiores ao que fala este último (Hb.12:24).

      Vê-se; absolutamente tudo, deve-se à cumprimentos,

     “...para que, sobre vós recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem mataste entre o santuário e o altar...”
(Mt.23:35)
     
      E, ao cuidado à sua conta; a história sempre prossegue, o juizo vem sobre uma geração por causa dos pecados de séculos: 
      
     “... Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa...
     E nela se achou sangue de profetas, de santos, e de todos os que foram mortos sobre a terra. ...”
(Apoc.18:20-24)

      O sucesso de um falsificador de moedas depende de quão parecida a moeda falsa se torna com a genuína. Analogamente, “A heresia” não é uma negação completa da verdade, e sim uma perversão desta. Esta é a razão por que uma mentira incompleta, é tanto quanto, mais perigosa do que uma mentira completa. “O engano”, maligna mistura de verdade com mentira, é técnica eficaz desde os primórdios da humanidade, e, ainda dá resultados extraordinários aos que dele se ultilizam; constitui-se em lançar verdades como credibilidade, para em seguida propiciar que a mentira seja tomada como verdade. Por isso, quando “O pai da mentira” sobe ao púlpito, ele não costuma negar abertamente as verdades fundamentais do Cristianismo; pelo contrário, ele as reconhece "astutamente" e, em seguida, apresenta uma interpretação errônea e uma falsa aplicação (interesses).

      Nosso Senhor, na passagem no livro de Matheus - na Proibição de perjúrio e retaliação – Mt. 5:40; não ostentou conivência com àquele ao qual tira-nos a túnica, “o perverso”, ao deixar-lhe também a capa; o conceito aponta-nos instrução, à não resistência e submissão na demanda, vez ser, ali, o juízo do maligno - olho por olho, dente por dente; na palavra, entretanto, ainda, residia a sua verdade - sim, sim; não, não - o que disso passasse, era "conivência".
 
     A analogia aos antigos, formalizava o falso e a mentira em detrimento da verdade e misericórdia. Dizia, ainda, de modo algum jureis; que proveito associar-se à demanda injusta, e ser conivente àquele juízo, se não podes tornar um cabelo branco ou preto, ou melhor, “não és juiz”.

      Assim, também;  
     
      É possível trabalhar em nome de Cristo, pregar em seu nome, e, embora o mundo e a igreja nos conheça, no “Seu Evangelho” reside o cuidado, na verdade, de não sermos conhecidos pelo Senhor (Mt.7:22-23).
    

(Resumo: O juiz, a justiça e o juízo)